sexta-feira, 16 de junho de 2017

A hora triste

Nunca sei quando acaba a noite
e começa a madrugada.
Esse instante de silêncio
escuro, pardacento.
Quando a luz
mantém ritmo
de sombra.

O frio
na jornada cresce
e fica parado na hora
triste. Ausente de movimento.
Inerte, vive dessa consciência dura:
Os noctívagos descansam no sono dos solares,
tudo é duma vastidão serena, planície, planalta.

Não há voo de morcegal,
não pia o bufo real,
dorme o lobo ao luar
cheio. Luzes das casas apagadas
e a solidão tão triste,
de quem ainda desconhece
a cura para a insónia!

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